Colégios oferecem atividades para fazer aluno lidar com emoções

Fonte: Folha de S.Paulo 09.09.2018 – Ana Luiza Tieghi

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Os estudantes Matheus de Almeida, 17, e Natália Rocha, 18, que criaram a Care (Comissão de Apoio Racional e Emocional) no colégio Bandeirantes, para cuidar de outros alunos /Bruno Santos/ Folhapress

Novo mundo do trabalho exige autocontrole, empatia e capacidade de resolver conflitos

​Se o universo corporativo valoriza inteligência emocional, faz sentido que o ensino tente desenvolver essa capacidade. Não é de hoje que educadores olham para as chamadas habilidades não cognitivas como forma até de melhorar a absorção do próprio conteúdo pelos alunos.

Mas as escolas têm aumentado a oferta de atividades que fazem o estudante lidar com emoções – já que saber trabalhar em grupo e ter empatia, por exemplo, são qualidades buscadas pelo mercado, mas que passam longe do currículo clássico.

“Educamos alunos para algo que nem sabemos o que é, então temos que prepará-los para se reinventarem o tempo todo”, diz Katia Pereira, coordenadora psicopedagógica do colégio Marista Arquidiocesano, na Vila Mariana.

A escola é uma das instituições que aposta em aulas específicas para debater relacionamentos e temas atuais —mas sem o foco no vestibular.

No colégio Bandeirantes, alunos a partir do sexto ano participam da aula de CPG (Convivência em Processo de Grupo), com rodas de diálogo para reflexões sobre justiça, solidariedade e colaboração.

“O ideal é você levar o aluno a uma discussão, respeitando o ponto de vista dele, mas o ensinando a argumentar”, diz Estela Zanini, coordenadora de convivência da escola.

Em colégios de alto padrão, a cobrança por resultados acadêmicos é grande, e alguns alunos acham que aulas assim são “perda de tempo”.

“Para esses meninos, mostro pesquisas provando que grandes empresas estão valorizando outras habilidades além do conteúdo, como capacidade de resolução de problemas”, afirma Estela.

Foi em uma aula do CPG no Bandeirantes que surgiu a ideia de criar um grupo para os alunos cuidarem deles mesmos, a Care (Comissão de Apoio Racional e Emocional).

“Adolescentes de hoje têm problemas complexos. Mesmo em escolas de elite, há situações de desagregação familiar, violência, de decisões que precisam tomar”, diz Estela.

Ninguém melhor para entender as angústias dos jovens do que alguém na mesma fase. “Orientadores e professores ajudam no projeto, mas os protagonistas são os alunos”, diz a estudante do terceiro ano do ensino médio Natália Rocha, 18, que criou o grupo junto com seu colega de classe, Matheus de Almeida, 17.

A Care começou pouco antes de dois suicídios de alunos do colégio, em abril, o que reforçou a necessidade de falar sobre problemas psicológicos.

“As pessoas ficaram assustadas”, diz Natália.

Na última semana de provas, o grupo fez atividades de relaxamento, como pintura. “O objetivo é tornar a escola um lugar melhor”, diz ela.

“O ensino de competências socioemocionais não pode ser só para os alunos, a escola tem que se transformar. É preciso que os estudantes vivam situações de empatia e que professores desenvolvam uma cultura de relações melhores”, diz a pedagoga Telma Vinha, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral da Unicamp.

A partir da identificação dos problemas, o grupo dá consultoria a escolas públicas e privadas para que melhorem o ambiente escolar. Também capacita professores para que escutem os alunos e dialoguem com eles sem julgar.

Para que o ensino das capacidades emocionais faça a diferença de verdade será preciso levá-lo a sério no currículo. “Tem que ser planejado, como se faz com matemática. Não pode ser no senso comum”, afirma Telma. “São raras as escolas que fazem isso”.

 

Seguro de importação deve ser contratado antes da data de saída

 

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O seguro de transporte internacional de importação somente pode ser contratado antes da data do embarque no país de origem.

Para apólice avulsa ou seguro contratado através de apólices estipuladas por agentes de cargas e despachantes aduaneiros, o seguro pode ser contratado apenas com a fatura comercial ou proforma invoice. Nessa situação, a apólice ou o certificado de seguro será emitido após o recebimento do conhecimento de embarque ou draft.

Para o importador, o ideal é a contratação de apólice aberta com cobertura automática para todos os seus embarques, com os dados das importações extraídos mensalmente através do sistema de captura de dados diretamente do Siscomex.

Aparecido Rocha – especialista em seguros internacionais