Despesas extras no seguro de transporte

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O seguro de transporte internacional de importação e exportação permite ao segurado acrescentar na importância segurada de sua apólice, uma verba própria para cobrir as Despesas extras necessárias em uma transação de compra e venda, tais como: custos com o despacho, desembaraço, translado do objeto segurado, armazenagem, despesas de coleta, seguro, entre outras vinculadas às operações do transporte.

A garantia de Despesas está prevista na cobertura adicional ao seguro de transporte n⁰ 201, que pode ser contratada de duas maneiras: com o limite de 10% sobre a soma dos valores correspondentes ao custo da mercadoria e valor do frete, sem necessidade de comprovação dessas despesas; ou com valor superior a 10%, mas com a exigência da comprovação de cada despesa incidente na operação por meio de documentos hábeis, que serão exigidos por ocasião da regulação do sinistro.

Na apólice, averbação ou no certificado de seguro deverá ser discriminado o valor para a cobertura de Despesas. A taxa do seguro é aplicada sobre a importância segurada total, incluindo a verba de Despesas.

A indenização da verba correspondente à cobertura de Despesas está vinculada a ocorrência de sinistro de danos materiais aos bens segurados, em consequência de qualquer um dos riscos garantidos pelas coberturas contratadas, e desde que a seguradora tenha indenizado ou reconhecido a responsabilidade com relação a esses danos. Entretanto, não se admitem como despesas seguráveis aquelas relativas a custos financeiros de quaisquer espécies ainda que exigidos em carta de crédito.

Tão importante quanto a entrega das cargas em perfeitas condições é contratar o seguro de transporte com todas as verbas seguradas permitidas.

Aparecido Mendes Rocha, especialista em seguros internacionais

War and Strikers – Setembro 2017

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Versão 150 

A lista JCC Cargo Watchlist monitora riscos para cargas transportadas por via aérea, terrestre e marítima e rastreia portos e áreas onde a guerra, o terrorismo e outros riscos são maiores, e apresenta o grau de risco de cada país para as coberturas adicionais de guerra e greves no seguro de transporte internacional.

As informações são meramente indicativas e cabe aos subscritores das seguradoras e resseguradoras a definição da aceitação das coberturas adicionais, conforme a política de subscrição de cada companhia.

O Brasil é classificado com um elevado grau de risco de roubo de cargas.

http://watch.exclusive-analysis.com/jccwatchlist.html

Aparecido Mendes Rocha, especialista em seguros internacionais

O misterioso desaparecimento do voo Varig RG 967

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O voo Varig 967, operado pela companhia aérea brasileira Varig, foi um voo comercial de carga conhecido por seu desaparecimento ocorrido em 1979.

O avião cargueiro Boeing 707-323C decolou do Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio, no Japão, às 20h23 do dia 30 de janeiro de 1979. O destino final era o aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, com uma escala nos Estados Unidos.

Vinte e dois minutos depois de decolar, o comandante Gilberto Araújo da Silva fez o primeiro contato com o controle de tráfego aéreo. Não havia qualquer problema a bordo. O segundo contato, previsto para as 21h23min, não chegou a ser feito.

O avião desapareceu sobre o Oceano Pacífico cerca de trinta minutos após sua decolagem em Tóquio. Nenhum sinal da queda, como destroços ou corpos, jamais foi encontrado. O voo de carga transportava, entre outros itens, 53 ]quadros do pintor Manabu Mabe, que voltavam de uma exposição no Japão. As pinturas foram avaliadas na época em mais de US$ 1,24 milhão. É conhecido por ser um dos maiores mistérios da história da aviação e um dos raríssimos voos civis comerciais que desapareceram sem deixar vestígios.

Em 2014 o voo MH370 da Malaysia Airlines com 227 passageiros e 12 tripulantes também desapareceu sem deixar vestígios de sua localização, como também nenhum passageiro encontrado, juntando-se aos misteriosos desaparecimentos aéreos.

A tripulação do voo 967 era formada por seis homens: o comandante Gilberto Araújo da Silva – mesmo comandante sobrevivente do voo Varig RG-820, que foi obrigado a fazer um pouso de emergência nas proximidades do aeroporto de Orly, na França, em 1973, por um incêndio a bordo que matou 123 pessoas – comandante Erni Peixoto Mylius, atuando como 1º oficial, 2º oficial Antonio Brasileiro da Silva Neto, 2.º oficial Evan Braga Saunders, (atuando como co-pilotos) José Severino Gusmão de Araújo e Nícola Exposito (mecânicos de voo).

Este foi também um dos raríssimos casos da aviação comercial mundial em que um piloto (comandante Gilberto) se envolve em dois desastres aéreos com vítimas fatais.

O desaparecimento foi notado pelos controladores de voo após a falta de comunicação na passagem do Varig 967 sobre um dos pontos imaginários fixos sobre o oceano, usados na navegação e monitoramento de progresso de voo. Após uma hora de tentativas frustradas de se estabelecer alguma comunicação, o alarme foi dado e as equipes de busca e salvamento foram acionadas. Com a escuridão reinante, as buscas foram suspensas e só foram retornadas mais de doze horas depois da decolagem, na manhã do dia seguinte. Apesar de mais de oito dias de busca intensa no mar, nenhum sinal de destroços, manchas de óleo ou dos corpos dos tripulantes jamais foi encontrado.

A investigação interna da Varig não conseguiu resolver o enigma. No relatório final sobre o acidente, consta o seguinte: “Não foi possível encontrar nenhum indício que lançasse qualquer luz sobre as causas do desaparecimento da aeronave”. Muitas hipóteses e teorias foram formadas a partir de então para tentar entender o que ocorreu com o Boeing 707 da Varig. As teorias da conspiração lançaram no ar algumas delas:

  • Teria ocorrido um sequestro promovido por colecionadores de arte, já que no porão estavam as obras do pintor Manabu Mabe. No entanto, essas pinturas jamais foram achadas em lugar nenhum;
  • O Boeing teria sido abatido por soviéticos, interessados em esconder segredos de um caça Mikoyn-Gurevich MIG-25 que supostamente estaria desmontado e sendo levado aos Estados Unidos. O ex-rádio-operador e ex-co-piloto da Força Aérea Brasielira (FAB) Oswaldo Profeta chegou a escrever um romance chamado “O Mistério do 707” para dizer que o que houve não foi um acidente. Ele acredita que o Boeing pode ter, por algum motivo, penetrado no espaço aéreo soviético, uma área supervigiada. Segundo Profeta, é possível que o avião tenha sido abatido;
  • Uma teoria conta que o Boeing 707 teria sido forçado a um pouso na costa da Rússia, onde os tripulantes teriam sido mortos;
  • A hipótese mais plausível, no entanto, considera que, logo após a decolagem, com a aeronave já tendo atingido um nível de cruzeiro elevado, houve uma despressurização lenta na cabine, o que não causou a explosão da aeronave – ou seja, não foi uma descompensação explosiva -, mas lentamente sufocou os pilotos. O avião, então, segundo a linha de raciocínio, voou com ajuda do piloto automático por muitos quilômetros mais, até que, findo o combustível, caiu sobre o mar em algum ponto extremamente distante dos locais por onde passaram as buscas. Portanto, nenhum destroço foi encontrado, sendo provável – como largamente aceito – que estejam ou no fundo do vasto Oceano Pacífico, ou sobre alguma área inabitada do estado americano do Alasca.

Fonte: wikipedia.org

Aparecido Mendes Rocha, especialista em seguros internacionais

 

Impactos do furacão Harvey nas cargas brasileiras

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O furacão Harvey, que atingiu a costa do estado americano do Texas em 25 de agosto de 2017 e avançou para outros estados próximos no formato de tempestade tropical, causou mortes, provocou inundações, alagamentos, quedas de energia, incêndios, suspensão dos sistemas de transportes, e o fechamento de aeroportos e dos principais portos do Estado (Houston, Galveston e Freeport). Continuar lendo

Balança Comercial – agosto de 2017

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Em oito meses, superavit comercial já é maior que de todo o ano passado

O superávit da balança comercial brasileira dos primeiros oito meses do ano foi de US$ 48,1 bilhões, valor que já ultrapassa o total alcançado em todo o ano passado, US$ 47,7 bilhões. Trata-se de recorde da série histórica,  iniciada em 1989. O valor é 48,6% maior que o alcançado de janeiro a agosto de 2016 (US$ 32,3 bilhões). Os números foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O resultado de janeiro a agosto é fruto de exportações de US$ 145,9 bilhões e importações de US$ 97,837 bilhões. O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, Herlon Brandão, destacou o crescimento de 18,1% das exportações e de 7,3% das importações. “O superávit vem crescendo com aumento dos dois fluxos de comércio. Claro que a importação depende da demanda interna, que vem se recuperando gradualmente. E as exportações têm sido favorecidas tanto por safras de grãos recordes, quanto aumento da produção de petróleo e minério de ferro e aumento dos preços desses produtos”, afirmou.

Segundo ele, o governo mantém a previsão de fechar o ano com um superávit na casa dos US$ 60 bilhões. “Pela característica sazonal da balança comercial, a soja, que foi um grande protagonista no primeiro semestre, deve perder força agora. Por outro lado, vamos ter crescimento dos embarques de milho, o que deve contribuir com maior força para nossos resultados. Também costumamos ter maiores embarques de minério de ferro no segundo semestre e esperamos ainda um aumento das importações de alguns produtos”, explicou. Brandão ainda ressaltou que historicamente os saldos comerciais registrados no segundo semestre são menores que os do primeiro, porém “com uma trajetória positiva e com possíveis recordes mensais pela frente”, concluiu.

Nos oito primeiros meses do ano, os maiores crescimentos das exportações foram óleos brutos de petróleo (101,6%), minério de ferro e seus concentrados (62,1%), soja (19,7%), automóveis de passageiros (53,1%) e açúcar em bruto (22,8%). Do lado das importações, os maiores crescimentos no período foram óleos combustíveis (+88,5), hulhas (+119,6%), circuitos integrados (+48%), naftas (38,2%), gasolina (+107%) e etanol (+276,1%).

Agosto

O mês de agosto também foi o melhor da série histórica com superávit de US$ 5,599 bilhões e crescimento de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 4,138 bilhões). No período, a exportação alcançou cifra de US$ 19,475 bilhões e as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões. Os destaques do mês foram o crescimento de 48,6% das exportações de carne bovina in natura e o aumento de 6,6% da importação de bens de capital, que são insumos para a indústria. Segundo Brandão, essa rubrica não crescia desde junho do ano passado. “Ainda não podemos dizer que é um crescimento consistente, mas sem dúvidas é um dado positivo”, avaliou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

Aparecido Mendes Rocha, especialista em seguros internacionais